sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Mensagem aos irmãos que consultam a este blog


"Bombardeio" de mensagens


Confesso que houve, ontem, um verdadeiro bombardeio, neste blog, de mensagens defasadas das Palavra para a Semana do irmão Rick Joyner. Mais especificamente, da 54 da série “Discernindo os tempos” até a 62 da mesma, para então começar a nova, “Preparados para os tempos”, marcando a transição 2009-2010. Ou seja, em um curto espaço de tempo, postei 10 traduções do irmão Joyner. Recomendo a todos que se sentem edificados pelas palavras, sua leitura, mesmo que rápida e dinamicamente, lendo mais devagar os parágrafos que captarem sua atenção.

Sobre o ano de 2010

Vejo que 2010 será um ano de batalhas. Algumas palavras-chave que me vêm em mente, mesmo diante do Senhor: trabalho duro, esforço, (aprendizado para) paciência, grande amadurecimento, aumento de confiança (como resultado). Que este ano será difícil e intenso tem sido profetizado por alguns.

Autoridade

A obtenção de autoridade não é em si um objetivo, no entanto o objetivo traçado pelo Senhor aos submeter/permitir passar por cenários difíceis e provas é para que possamos lidar justamente com uma autoridade maior, com maior mordomia e maturidade. Ou seja, autoridade não é algo pelo que precisemos cobiçar, apenas entender que Deus quer nos dar e dá, e Ele também quer nos amadurecer para que a usemos da melhor maneira, do contrário não nos faria bem, seria apenas maior condenação. Salvação é motivo de alegria, mas autoridade, por si, é o contrário, é motivo para vigilância e não nos alegrarmos por a termos. Jesus exortou aos discípulos para não se alegrarem pelos demônios se sujeitarem a eles, mas pelo nome deles estarem escritos no Livro da Vida.

Vejo 2010 como um ano de regime pleno de treinamento intenso e batalha, em que, durante o qual, talvez não tenhamos impressão alguma de que estamos crescendo ou melhorando, mas depois os resultados serão mais visíveis.

Enquanto escrevo isso, escuto, de perto da sacada do prédio, o remanescente dos fogos da virada do ano. Aqui no bairro onde moro em São José, o barulho intenso dos fogos e a fumaça que resulta, preenchendo os arredores, me remete o cenário de batalha que 2010 será, espiritualmente.

Ética de trabalho

É essencial para o Brasil desenvolver uma ética e cultura de trabalho e humildade. Cultura não salva ninguém, digo aqui uma redenção de cultura, que deve operar primeiramente na igreja.

Infelizmente, faz um tempo li um artigo de alguém que observava o comportamento de vários diplomatas/representantes de diferentes países em reuniões solenes ou festas, mais especificamente, se não me falha a memória, em algum país europeu ou escandinavo. Enquanto os representantes típicos escandinavos/europeus compareciam às reuniões em simplicidade, com seus próprios carros (e não se destacando estes, pelo contrário, sendo carros simples), o representante brasileiro comparecia com uma comitiva, com muito maior pompa, em um carro de luxo, com um motorista, etc.

Em um outro exemplo, passei um curto tempo de minha vida em um treinamento de missões e liderança de igreja. Durante as conversas no dormitório, uma que ouvi era sobre uma liderança que planejava, caso tivesse um certo êxito político, usar dinheiro público para distribuí-lo entre líderes da igreja. Ao mesmo tempo, neste treinamento, era incrível a indisposição de muitos para trabalharem um “dia completo”; habitualmente descansavam demais nas tarefas missionárias, se gabavam do trabalho dos outros e eram preguiçosos. E quem evitava essas conversas e trabalhava no mínimo profissionalmente, com seriedade, era potencialmente visto como “puritano”, “bitolado”, e não era compreendido pelos outros. No momento de louvor e adoração, todos demonstravam intensidade, porém; tal cenário parece sintomático do Brasil. Glória a Deus pela adoração, e existe também necessidade de uma ética de trabalho e humildade. Interpreto que 2010 será um ano para melhorarmos nisso, a começar em mim.

Inclusive, recomendo muito o livro “A profecia das sete montanhas” de Johnny Enlow. Tem havido um ensinamento sobre redenção dos pilares culturais dos povos e o fato de que Deus quer usar Seus servos para a restauração da terra, pois Ele mesmo vai reinar. Pretendo com as semanas desdobrar um pouco mais esses assuntos.

Alegria

O fim é melhor do que o começo; alegrar-se com o fim de 2009 é bom, e ainda melhor procurar aprender suas lições para aplicá-las neste ano. De qualquer forma, mesmo em um ano de esforço e guerra, podemos nos alegrar profundamente no Senhor, Ele é a nossa força e grande fonte de alegria.

Enquanto o mundo pensa que a crise acabou/está acabando, existe uma profecia de que 2010 será o ano da “Tempestade Perfeita”, isto é, com as condições “perfeitamente arranjadas” para causar grande desastre. Tenhamos, em meio a tudo isso, muita alegria e segurança no Senhor, mesmo em meio a grande tempestade. Quanto maior a tempestade, maior segurança do Senhor poderemos sentir em nossas vidas.

A “diplomacia” do brasileiro e vários motivos de oração

Li um artigo na revista Veja sobre um Israelense que estuda dilemas de diplomacia de guerra, concessões e acordos internacionais e conecta isso à Teoria dos Jogos. Um artigo extremamente inteligente e claro, que pode facilmente ser interpretado para o que tem ocorrido no Brasil e na América Latina, mesmo se isso não tivesse sido induzido pelos editores da revista (pois foi).

Ele mesmo (o estudioso Israelense) mencionou o que ocorreu nos anos 30 com a diplomacia suicida de Chaimberlain (primeiro ministro da Inglaterra), evitando um conflito com Hitler, dando aos nazistas tempo para que ficassem mais fortes e a guerra ficasse muito mais terrível. Sugiro que leia o artigo, quem puder (revista Veja recente com a capa sobre o “fim do mundo”, é o artigo principal, das páginas amarelas). Existe muitos lixos, falações e opiniões pagãs na revista, entendo; li esse artigo como que encontrando um diamante na selva.

Menciono aqui alguns assuntos de oração pelo Brasil e ação de nossa parte. Muito se baseia em experiências que tive na igreja e exageros que já cometi.

1) Por um lado, é muito interessante que o Brasil seja um país pacífico e diplomático. Isso abre o coração das nações, assim como ele ser constituído de um povo sofrido e batalhador, que já foi muito explorado. Esse conjunto de fatores é um alívio, um desabafo a várias nações, elas ficam felizes em ver o Brasil prosperando. Mas se o brasileiro ficar se enxergando com tal auto-piedade, tendo isso por porto seguro, como que romantizando a si mesmo, tal diplomacia se torna passividade e uma armadilha contra inimigos, principalmente espirituais, que procurem dominar os Cristãos mediante controle, manifesto por demonstrações extremas de subserviência e intransigência. Tal controle se manifesta nos outros âmbitos da nação, inclusive o político. Pulsos de controle e populismo procuram infantilizar pessoas que depositam a esperança no próprio homem. Não sinto que seja do agrado de Deus que regimes autocratas sufoquem as empresas, a iniciativa privada e a criatividade das pessoas.

Como Jesus disse, é natural que os políticos se posicionem como amigos do povo e o assenhorem, porém na igreja não deve ser assim. Todos nós devemos ter postura de servo na igreja, não usar a nossos irmãos para alcançarmos sonhos ministeriais pessoais.

2) Muitos missionários brasileiros ainda não alcançaram seus limites, existem muitas fronteiras distantes para eles; existem muitos missionários no Brasil que ainda estão encavernados, como petróleo abaixo do solo; são preciosos e estão em refinamento, suas riquezas espirituais se multiplicarão à medida que são refinados, e serão grande combustível para um trabalho que o Senhor quer fazer nas nações.

Não é o caso de querermos copiar muitas ênfases e testemunhos que irmãos de outros locais e tempos experimentaram (como os dos EUA, por exemplo), mas entendermos que o Senhor tem dado à igreja brasileira muitas parábolas que hão de ganhar um significado especial no Brasil. Devemos orar para cumprirmos o nosso propósito, o que Ele tem separado a nós, para que sejamos toda a bênção às nações vizinhas e distantes que Ele quer que sejamos.

Se a igreja amadurecer e cada Cristão lutar para caminhar com um pouco mais de maturidade, progressivamente pelas etapas da vida cristã, venceremos os inimigos de opressão espiritual dentro da igreja; deve haver um intento real, uma intenção, um reconhecimento de que devemos sair da infância espiritual, deixando o pensamento de que estaremos na bênção somente se repetirmos a oração que um grande líder fala para repetirmos (sendo convertidos a anos), ou de que só seremos aceitos por Deus se nosso discipulador concordar com tudo o que fazemos. Como é fina a linha para que o que estou escrevendo não seja interpretado como rebeldia! Imploro que entendam o que quero dizer e que todos nós sejamos submissos! Devemos nos submeter, e devemos também ponderar isso com maturidade e intimidade com Deus, busca pessoal e revelação. A Palavra diz que “cada um prestará contra diante de Deus por si”. (Rm 14.12) Praticando a verdade, seremos verdadeiramente bênção aos pastores e líderes da igreja do Senhor nesta nação; estaremos realmente os ajudando.



6 comentários:

Anônimo disse...

rudiuk,

Seus comentários são verdadeiramente abençoados, agradeço a Deus por você continuar a traduzir as mensagens de Rick Joyner e continuar assim nos edificando. Sugiro que você escreva mais comentários como esse ultimo, creio que você tem um grande potencial para escrever e poderia nos abençoar com isso. Já pensou em escrever um livro? Que Deus faça em você a obra que Ele mesmo planejou e que certamente é maravilhosa.

Abraços

João Dorigatti

Henrique Abrantes disse...
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Anônimo disse...
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