domingo, 30 de março de 2008

Palavra para a Semana (de Rick Joyner) nº 13


O Exército de Deus se Mobiliza, parte 13

Temos abordado a unção para mobilizar – atrair e ajuntar pessoas para uma causa. Começamos a tratar de como isso é concedido em medidas diferentes, para atrair grupos de diferentes tamanhos. Alguns conseguirão chamar dezenas, alguns centenas, e alguns milhares. O mesmo vale para liderança. Alguns são chamados para liderar pequenos grupos e alguns lideram grupos maiores. Líderes sábios irão discernir o nível de sua unção ou graça e permanecerão nele.

Se um líder que seja muito eficaz com um grupo de certo tamanho decidir liderar um grupo maior antes do tempo correto, ele irá ou cambalear ou cair. Deus resiste os orgulhosos e dá graça aos humildes (veja Thiago 4:6). A última coisa que qualquer um de nós deve jamais querer é ir além de Sua graça. Assim sendo, quando alguém vai além de seu nível de unção, normalmente terminará como empecilho ao progresso seqüencial e pode inclusive ser usado para derrubar o que está procurando construir.

Em liderança e administração, avançar além de sua graça ou habilidade é agora chamado de “O Princípio de Pedro”, que basicamente afirma que organizações tendem a promover as pessoas para seu nível de incompetência. Freqüentemente as organizações promovem pessoas eficazes até que cheguem a um nível que seja além de sua capacidade. Essas pessoas outrora eficazes podem agora então se tornar algo que emperre o sistema, atrapalhando o progresso, porque é difícil demais rebaixar as pessoas para o seu nível de competência.

Uma maneira em que nós, como ministério, temos permitido isso é dar tarefas e promover as pessoas com base nelas sendo provadas. Somos muito claros que é um período de teste e lhes damos um tempo para avaliar e tornar a posição permanente. Quando precisamos falar a alguém que algo não está dando certo, é difícil para ela e para nós, mas nem um pouco tão difícil quanto seria se ela permanecesse em uma posição com a qual não era capaz de lidar. Um verdadeiro líder deve às vezes assumir cenários difíceis e também tomar decisões duras quanto ao pessoal. Recusar-se a fazer isso diante de uma pessoa que seja pode ferir muitas outras e toda a organização, por permitir que um desempenho sub-padrão seja aceitável. Se você considerar o estilo de liderança do Senhor, penso que Ele era um tanto quanto bruto – por amar a todos.

Temos também percebido que pessoas que podem ser grandes mestres para um grupo de centenas não consegue segurar a atenção de um grupo de milhares. Quando isso primeiramente chamou minha atenção, eu observava a audiência de um líder que tinha trezentas pessoas na igreja que estava liderando. Era esse quase exatamente o número de pessoas que pareciam estar realmente sintonizadas com a sua mensagem [quando ele pregava] em nossas congregações maiores. Isso era difícil entender porque parecia inevitável que os que tinham uma unção para liderar ou falar aos grupos menores tendiam a ter muito mais conteúdo e profundidade em suas mensagens e sua liderança. Grande não é necessariamente melhor. Aliás, quanto maior for um grupo, mais superficial ele tende a ser. Isso nem sempre é verdade, mas ocorre dessa forma mais do que o contrário.

Quando o Senhor andou sobre a terra, Ele fez suas maiores obras e deu Seus ensinamentos mais profundos a grupos pequenos. Ele ainda faz dessa forma. Esse é um motivo de ele ter elevado a nossa estratégia de conferências de ajuntamentos maiores para menores e mais freqüentes. Estamos atraindo pessoas às nossas conferências como nunca. Ao invés de sediar algumas conferências que reúnam milhares cada uma, estamos sediando mais ou menos uma dezena, onde comparecem um número menor de pessoas. Há uma dinâmica nessas conferências que viabiliza ministrações mais pessoais e profundas. Nossos objetivos para as conferências não é ter apenas uma grande reunião, nem sequer uma ótima conferência, mas efetuar mudanças nas pessoas, impactando suas vidas, famílias e igrejas, muito após terminada a conferência.

Grandes conferências podem também realizar muito no que tange a inspirar e mobilizar; no entanto, é difícil transmitir muitos ensinamentos mais profundos e equipar as pessoas de maneira mais avançada. Nosso coração e chamado são para ensinamentos, treinamentos e um equipar mais aprofundados. Acho que temos visto mais fruto real e duradouro disso do que das maiores conferências que sediávamos. Há lugar para ambos, e ainda temos de fato algumas conferências cada ano que são maiores, mas para os outros estamos buscando mais a profundidade do que a abrangência. Esse é o nosso chamado, mas não necessariamente o chamado para todos.

O mesmo é verdade para igrejas. O tipo de pregação que irá atrair e manter grandes congregações deve ser diferente do que é compartilhado com grupos menores. Tanto igrejas enormes [mega-churches] como pequenas igrejas em lares têm um papel vital a cumprir no corpo de Cristo, e não devem estar em conflito entre si. A igreja primitiva se encontrava no templo obviamente com uma audiência grande, e eles também se reuniam de casa em casa, o que, logicamente, teria de ser em forma de grupos menores. Algumas das igrejas mais eficazes no mundo têm grandes reuniões, mas também são dedicadas a grupos pequenos para aqueles que querem ir mais a fundo.

O ministério do próprio Senhor foi assim. Ele tinha um ministério para as multidões, a quem Ele deu ensinamentos gerais. Ele tinha os doze, com os quais ia muito mais a fundo e passava muito mais tempo, mas também tinha três, com os quais compartilhava tudo.

O Tabernáculo de Moisés e o Templo também eram divididos em três partes, o Pátio Externo para a multidão, o Lugar Santo, que era muito menos e somente alguns podiam ministrar lá, e o Santo dos Santos, onde somente alguns podiam entrar. Uma igreja equilibrada que esteja cumprindo com seu chamado como igreja irá da mesma forma ter diferentes níveis de ministério. Isso não é discriminação, apesar de que os imaturos ou inseguros possam considerar isso. Simplesmente é necessário para a construção de uma igreja e ministério eficazes, ou qualquer outro tipo de organização eficaz.

Se não houver um caminho claro rumo à maturidade para os Cristãos trilharem, eventualmente virá sobre eles desânimo e mornidão, que por sua vez são muito piores que o possível sentimento de ser excluído porque não estejam ainda no círculo interno. Se o caminho for aberto a todos, não é discriminatório. Ainda assim, é necessário haver padrões para maturidade exigidos para se avançar, ou todo o processo é “simplificado demais” para um nível onde ninguém pode seguir para a maturidade. Devemos considerar a advertência do Senhor sobre os últimos dias quando Ele disse: “Mas ai das que amamentam naqueles dias” (veja Mateus 24.19). Podemos interpretar da seguinte forma: “Ai daqueles que mantêm seu povo em imaturidade, apenas dando-lhes leite”.



[permissão para tradução gentilmente concedida por MorningStar]

2 comentários:

prluciano disse...

Muito obrigado mais uma vez pelas postagens.Continue nos abençoando

luciano

Carolina disse...

Muito edificante! Obrigada Felipe pelo esforço e dedicação para sempre estar nos ofertando essas palavras singulares.